Rio flui, tempo passa,
Mais um ano já passou.
Ser eterno é desgraça,
se esquecermos quem nós amou.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
terça-feira, 30 de março de 2010
Um caos organizado
No Universo nada é ao acaso
A queda de corpos, mudança de estado
Tudo está programado.
Mas existe uma lei austera:
Sempre há energia dissipada!
Os átomos soltam-se, protestam moléculas,
O caos aumenta num sistema isolado.
Entropia - um caos desordenado.
Se não houvesse este postulado
Num copo com água morna e gelo
A água ferver podia.
Todo mundo entra em euforia.
Cientistas conspícuos muito ensaiaram
Mas nada mudar conseguiram
As partículas e energias continuam
Numa rebaldaria.
Boltzmann, Planck, Kelvin e Clausius concluíram:
Num sistema isolado, parte de energia útil dissiparia.
Kelvin o maior pessimista de todos seria,
Pois a Morte térmica do nosso Universo previa,
Nesse estado disponível não teríamos energia.
Triste demónio de Maxwell também não resistiria.
Apenas Carnot não parava de imaginar
Um reino de genuína harmonia.
Questionei-me:
Será possível a tal alegria?...
Akira
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O meu ser
A miséria do meu ser,
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.
De que árvore florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Poesia...
Ideal
Aquela, que eu adoro, não é feita
Não é a Circe, cuja mão suspeita
A mim mesmo pergunto, e não atino
E como uma miragem que entrevejo,
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sábado, 6 de setembro de 2008
Amor Privado
Neste amor parado
Tristezas de um detido
Ficar na vida atrasado.
O perfume do teu corpo,
O sabor de te abraçar
Aqui o amor está morto,
E eu carente para te amar.
Loucas saudades sinto
Desses lábios que são teus,
Aqui neste labirinto
Desejo teus lábios meus.
Sou o Inverno mais frio
Neste mundo sem calor,
Porque a sorte me decidiu:
"Privar o teu amor!"
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Falas de civilização...


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domingo, 17 de agosto de 2008
Invocação à Noite

Ó deusa, que proteges dos amantes
Abafa com teu manto pavoroso
Os importantes astros vigilantes:
Quero adoçar meus lábios anelantes
No seio de Ritália melindroso;
Estorva que os maus olhos do invejoso
Turbem d'amor os sôfregos instantes:
Tétis formosa, tal encanto inspire
Ao namorado Sol teu níveo rosto,
Que nunca de teus braços se retire!
Tarda ao menos o carro à Noite oposto,
Até que eu desfaleça, até que expire
Nas ternas ânsias, no inefável gosto.
Bocage
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sábado, 16 de agosto de 2008
Palavras de Amor e Raiva
Gosto do gesto suave da tua mão em mim
Quando estou triste embriagada de solidão
Gosto do lucilar do teu olhar procurando o meu
Como que me dando alento por demais esperança.
Gosto de me sentir tua porque me dás força
E então me quedo em silêncio por nada querer ouvir.
Gosto de sentir a tua boca roçando em murmúrio a minha
Esperando o beijo que esquiva não me dás.
Apenas o sibilar das palavras que não dizes!
Mas gosto meu amor/ ah! Se tu soubesses como eu gosto
De ti assim na palavra interdita na brandura do teu gesto!
Ricardo Manuel
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William Shakespear
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Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

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