domingo, 4 de dezembro de 2011
A GRANDEZA E A IRRACIONALIDADE
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Deus joga aos dados! (O dilema do Gato de Schrödinger)
A
|
Concluindo, podemos dizer que a Mecânica
Quântica alterou não só a perspectiva científica do Universo, mas também a
nossa maneira de pensar e o nosso quotidiano. A alteração de paradigma
científico permitiu a solução de vários problemas e abriu o caminho para um
novo tipo de tecnologia, permitindo a construção de lasers, transístores,
microscópios electrónicos e obter imagens de ressonância magnética. O caminho
para uma inovação científico-tecnológica passava pela incerteza.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Bactérias e antibióticos - problemas de resistência bacteriana
Até aos meados do século XX milhões de pessoas faleciam devido às infecções bacteriológicas. Nas guerras e na vida quotidiana a ausência quase total de higiene e de cuidados médicos promoviam o desenvolvimento de bactérias patogénicas que podiam matar o Homem. O grande progresso da medicina e a melhoria de condições de vida devem-se não só ao aumento de cuidados de higiene, mas sobretudo ao aparecimento de novos fármacos com propriedades anti-bacterianas – os antibióticos.A descoberta do primeiro antibiótico deve-se ao mero acaso. Alexander Fleming, bacteriologista inglês descobriu a penicilina quando estudava o desenvolvimento de estafilococos, bactérias mais perigosas para o ser humano. Por coincidência, em algumas preparações com culturas microbianas expostas ao ar durante três semanas começou a desenvolver-se um bolor branco que impedia o crescimento de bactérias. Este fundo produzia uma substância anti-bacteriana – penicilina (provem do nome científico do fungo Penicillium chrysogenum). Este bolor tem uma relação de amensalismo ou antibiose com as bactérias, como já foi dito, impedem o desenvolvimento das bactérias através de produção de antibióticos que destroem as paredes celulares de peptidoglicanos da bactéria.
Uma vez apurados e sintetizados in vitro, esta substância pode ser usada para curar muitas doenças, desde pneumonias até infecções de sangue. É um dos medicamentos mais importantes para o sistema de saúde de actualidade.
Não querendo desvalorizar a importância dos antibióticos e a sua enorme contribuição para a manutenção da Saúde Publica, temos de dizer que o uso descontrolado de antibióticos pode provocar o aparecimento de bactérias resistentes a estes. A resistência bacteriana é um problema da actualidade, no dia Mundial da Saúde de 2011 este foi o tema principal. A Organização Mundial da Saúde alerta para proliferação de bactérias e outros microrganismos resistentes a medicamentos (http://hipernews.net/2011/04/07/dia-mundial-da-saude-combate-a-resistencia-microbiana-e-o-tema-de-2011/ ). Um dos exemplos mais demonstrativos são as bactérias da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) que tornaram-se resistentes aos antibióticos. Estas circulam, principalmente, dentro dos hospitais.
“Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microrganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como no caso de cancro e o transplante de órgãos. Além disso, a resistência microbiana prolonga a doença das pessoas, eleva o risco de morte e torna os tratamentos mais caros. No ano passado, foram registados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.”
As bactérias são seres procariontes, sem o núcleo, com o DNA circular não associado às histonas. Estes microrganismos reproduzem-se por divisão binária e durante a replicação do DNA são frequentes os erros, alterações de sequência de nucleótidos – as mutações. Algumas destas mutações são perigosas e outras são benéficas, conferindo-as resistência a algumas substâncias. Uma única bactéria mutante resistente a antibióticos vai originar duas bactérias-filhas dentro de 20 minutos, dentro de um dia a cultura bactéria na irá ter milhões de bactérias. Em poucos dias estas bactérias podem contagiar centenas de pessoas e sendo resistentes a antibióticos irão proliferar sem reagir aos fármacos. As bactérias resistentes podem passar o gene que lhes confere protecção contra os antibióticos às bactérias vizinhas se o gene estiver num plasmídeo bacteriano. As bactérias podem transferir plasmídeos pelos pili (tubulos especiais) e adquiri-los do meio envolvente. As bactérias, com os mecanismos de mutações genicas, criam mecanismos de defesa contra as substâncias dos bolores. Um destes genes que tornam a bactéria imune aos antibióticos é NDM-1.
O gene NDM-1, encontrado nas bactérias resistentes à maioria dos antibióticos, foi detectado em amostras de água supostamente potável de Nova Deli, na Índia, revela um artigo publicada na última edição da revista "The Lancet", num suplemento sobre infecções que alude à "necessidade urgente" de uma acção global contra a proliferação mundial deste gene.
O uso descontrolado e incorrecto de antibióticos é a possível principal causa para a proliferação de “superbactérias”. Como tal, a comunidade científica encontra-se preocupada com a possibilidade de difusão de bactérias resistentes, imunes a antibióticos.
Hoje em dia chegou-se à conclusão que na tuberculose não há imunidade humoral com a produção de células-memória, sendo a vacina ineficaz contra a tuberculose pulmonar. Porém, a vacinação contra a tuberculose é extremamente eficaz para prevenir formas graves da tuberculose nas crianças, como a meningite tuberculosa.
Deste modo, em alternativa aos antibióticos como um método de tratamento de doenças devem se desenvolvidos outros métodos, sobretudo de prevenção. Entre as formas de prevenção devem ser destacadas as medidas de higiene individual e a vacinação. Os seres vivos competem entre si desenvolvendo mecanismos de defesa contra as substâncias e organismos perigosos. A evolução é o resultado de interacção de organismos e meio ambiente e a adaptação. Deste modo, os antibióticos não são a cura contra todas as doenças e em breve iremos enfrentar novas ameaças, possivelmente mais perigosas do que as do século passado.
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Etiquetas: Biologia, Biologia Celular, Engenharia Biomédica, engenharia genética, Epidemiologia, Genética, Medicina, Sistema Imunitário
domingo, 24 de abril de 2011
Organismos transgénicos e o futuro da engenharia genética
- “- foi pulverizada por via aérea nos EUA para combater a lagarta do sobreiro e 500 pessoas sofreram reacções alérgicas ou gripais, alguns desenvolveram anticorpos contra o Bt;
- - num estudo laboratorial com ratos verificou-se que a exposição por injecção à toxina Bt desencadeou uma reacção imunitária sistémica e local “tão potente como a toxina da cólera”.
- - num outro estudo, a exposição nasal e rectal induziu resposta imunitária.
- - existem receptores para Bt à superfície do intestino de primatas – foram testados tecidos de macacos Rhesus.”
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Etiquetas: agricultura, Biologia, engenharia genética, Genética, OGM, produtos transgénicos
sábado, 8 de janeiro de 2011
O Sonho
Nenhum cientista consegue responder a questão “Para que nós sonhamos?”…
Sonho – é a reflexão de acontecimentos que aconteceram durante o dia. Outra hipótese afirma que é a expressão do subconsciente que nos pode avisar – sonhos de advertência. Pode ser expressão da informação do subconsciente e é analisado conforme uma lógica diferente da nossa, conseguimos aceder a informação do subconsciente que não pode ser analisada pelo consciente – sonhos artísticos. Isto pode ser relacionado com o facto de que os sonhos resultam da actividade das zonas mais profundas do nosso cérebro e não do córtex cerebral. Podem também acontecer sonhos fisiológicos – expressão no sonho do incómodo que sentimos durante o sono.
Os psicanalíticos, desde Sigmund Freud, acham que os sonhos podem ser expressão do subconsciente, de desejos ocultos, normalmente aparecem codificados, na forma de enigma.
Podem acontecer sonhos prognósticos – previsão do futuro. Porém, pensa-se que só um em mil sonhos é uma “visão do futuro”. Os cientistas acham que são apenas prognósticos do nosso cérebro baseados em análise de factos que nós já conhecemos.
Os árabes da antiguidade e da idade Média acreditavam que no sonho a pessoa não pode fazer duas coisas – ver a fase contrária da palma da mão e dizer o seu nome. No entanto, há quem quer ultrapassar as limitações do nosso subconsiente. Muitas pessoas desejam descobrir o segredo dos sonhos “progmaveis” – controlo dos sonhos pela própria pessoa – previsão do futuro, resolução de problemas, imaginar as situações que são agradáveis, etc. .
Representação da actividade cerebral durante vários estádios de sono. O estádio REM é o estádio do "sono rápido".
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Diminuição de taxa de natalidade, fertilização artificial e Organização Mundial de Saúde
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terça-feira, 8 de junho de 2010
Biotério: vida humana ou vida animal?

Quando falamos da ética dizemos que todos os seres vivos têm direito à vida, mas a questão que se coloca é: “O que é mais valioso: uma vida humana ou uma vida animal?”.
Desde tempos primordiais os animais ajudam ao Homem compreender o funcionamento da Natureza. Com o desenvolvimento da ciência houve necessidade de analisar as novas invenções químicas, bioquímicas, genéticas, farmacológicas e médicas. Para testes e análises destes novas invenções e estudo das consequências para organismos vivos foram usados os animais, de modo a evitar vítimas humanas desnecessárias.
No entanto, há pessoas que não querem entender a importância de testes em animais. Os activistas ficam tão aterrorizados com a morte de ratos de laboratório que exigem proibir o uso de animais. Pois, para esses preudo-altruístas o mais importante é “abolir práticas cruéis”. Eles esquecem que isso vai por em causa vidas humanas e saúde humana.
Hoje em dia não existe nenhuma alternativa segura e fiável de testar medicamentos e produtos químicos de modo a evitar perigo desnecessário para seres humanos. Obviamente, antes de testar um produto potencialmente perigoso para o Homem os cientistas devem executar testes em animais irracionais. Enquanto não há uma alternativa totalmente fiável, os testes em animais de laboratório são mais seguros. As hipóteses que os activistas da Plataforma de Objecção ao Biotério propõem são basicamente duas: o método in vitro e in silico. O método in vitro consiste em criar tecidos em laboratório e estudar o efeito de produtos químicos nestes tecidos. O principal problema deste método é que não se consegue estudar nem prever o efeito destes produtos num organismo complexo em termos de fisiologia e efeito neuro-hormonal. O método in silico uso de modelos informáticos para previsão e estudo de químicos. Este método pode ser usado para treino de pilotos em simuladores. Mas será que este método substitui a experiência para um piloto aviador ou um cirurgião? Se essa técnica for usada será que os médicos aprenderão a controlar o estado de um organismo complexo? Claro que as maquinas e os robôs são muito elaborados, mas um ser vivo é ainda mais complexo e, por isso, imprevisível. Temos de pensar na preparação que um médico irá ter se as únicas operações que ele efectuou foram feitas nos modelos artificiais. Mesma coisa para os pilotos que são responsáveis pelas vidas humanas, tal como os militares, que apesar de treinarem em modelos informáticos necessitam de treino nas condição mais aproximadas às reais.
Nós não podemos ser demasiado idealistas e por em perigo a vida humana. Os métodos alternativos, que usam modelos informáticos ou tecidos artificiais, são demasiado imperfeitos e pouco seguros. Os testes em animais não é a única técnica que os cientistas usam, simplesmente é um dos métodos usados em conjunto para garantir a máxima segurança de produtos e novas tecnologias. Qualquer novo produto químico ou uma nova técnica genética devem ser analisados teoricamente, depois em animais e/ou plantas e só depois é que os cientistas podem recorrer aos testes em voluntários humanos. O objectivo principal é minimizar o risco para saúde humana. Se existe alguma alternativa de reduzir esse risco temos de a usar. Nenhuma mãe irá dar um produto ao seu filho se esse produto é potencialmente perigoso. E qualquer produto poderá ser mortal e é preferível sacrificar um animal para testar isso do que um ser humano – um ser racional com consciência (“res cogitans”) .
Os argumentos éticos que os apoiantes da POB usam são irrelevantes e falaciosos (ignoratio illenchi). Usam as teorias de Kant e de Mill, mas simplesmente expõem as leis morais numa formulação geral, se explicar a relação com a questão de biotério. Cometem a falácia da conclusão irrelevante. Os argumentos científicos são débeis e tendenciosos. Grande parte de invenções farmacológicas e genéticas foram descobertas graças aos animais ou testadas nestes.
Uma ciência a sério nunca põe em perigo a vida humana. Segundo a ética deontológica de Kant nunca podemos por em perigo a vida humana ou tirar a vida a um ser humano. Vida humana é mais valiosa do que uma vida animal, qualquer um de nós poderá sentir isso se pensar nas pessoas próximas ou na sua família.
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