quinta-feira, 21 de agosto de 2008

As Vinhas da Ira


O livro “As Vinhas da Ira”, de John Steinbeck, é um romance que relata a viagem em busca de melhores condições de vida feito pela uma família, mas que representa uma grande parte na nação americana durante anos 30. Os Joads são uma amostra da sociedade que estava perante uma crise. A sua vida é a vida de milhões de pessoas, por isso o autor tenta descrever ao pormenor o quotidiano das pessoas, o percurso dos heróis principais e as emoções. O desespero e a miséria é o fundo da história, são o segundo plano, enquanto o primeiro é a viajem dos Joads. O autor muitas vezes é simbólico, mas a sua obra é o retrato da realidade. Grande importância têm os capítulos intermédios, que afastam-se da história dos Joads e retratam a situação interna dos EUA. É uma das maiores epopeias do século XX, com o melhor analise sócio-económica que descreve a vida dos trabalhadores-migrantes.
Este livro descreve as consequências de Grande Depressão, fala de economia de uma maneira que nos conseguimos entender, exemplificando os fenómenos económicos. Por outro lado há partes que chocam pela sua sinceridade, pois volto a dizer que o autor retrata a vida tal como ela é. A conclusão que podemos tirar é que até nas situações de maior desespero ou quando estamos na miséria não podemos perder a fé, não podemos deixar de ser humanos. Sempre temos que ajudar aos outros, independentemente do nosso estado, porque é o altruísmo e dignidade que nos distinguem dos animais irracionais.





Uma citação do livro que demonstra o estado psicológico dos pessoas expulsas da sua terra:
“Somos apenas a raiva que sentimos quando nos expulsaram das nossas terras, quando o tractor derrubou as nossas casas. E assim seremos até à morte. Para a Califórnia ou para outra região qualquer – cada ma de nós é um tambor e dirigir uma carga de armaduras, caminhando com a nossa desgraça. E, algum dia, os exércitos de amargura irão pelo mesmo caminho. E todos caminharão juntos, e haverá, então em terror de morte.”
Anastasiya Strembitska

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Falas de civilização...



Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

domingo, 17 de agosto de 2008

Invocação à Noite


Ó deusa, que proteges dos amantes
O destro furto, o crime deleitoso,
Abafa com teu manto pavoroso
Os importantes astros vigilantes:
Quero adoçar meus lábios anelantes
No seio de Ritália melindroso;
Estorva que os maus olhos do invejoso
Turbem d'amor os sôfregos instantes:
Tétis formosa, tal encanto inspire
Ao namorado Sol teu níveo rosto,
Que nunca de teus braços se retire!
Tarda ao menos o carro à Noite oposto,
Até que eu desfaleça, até que expire
Nas ternas ânsias, no inefável gosto.

Bocage

Guernica

"Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema." "Eu não falo tudo, mas pinto tudo." "A pintura não foi feita para enfeitar paredes. A pintura é uma arma, é a defesa contra o inimigo."
Pablo Picasso

Guernica


É uma tela enorme de Pablo Picasso (7 metros e 82 centímetros de largura por 3 metros e 50 centímetros de altura), pintada em 1937.
Picasso pinta esta obra em 1937, para o pavilhão da República Espanhola na Exposição Internacional de Paris. É inspirado no bombardeio de Guernica, a cidade que fora um dia capital do país basco. O bombardeio fora uma demonstração das letais técnicas bélicas nazistas (Legião Condor, futura Luftwaffe) sobre uma população indefesa. Esta participação da Alemanha nazi deve-se ao desejo alemão de testar e moderar a sua aviação. Nela está representada a brutalidade em sua forma mais anímica, o quadro representa a fúria, a agonia, o medo, o desespero e a dor expressos pelos corpos mutilados. A força agressiva desmesurada é representada por um touro que atravessou a tela vindo desde a direita, destruindo tudo à sua frente, e que agora pára, à esquerda, de boca aberta, cauda empinada, para contemplar o resultado de sua acção. O touro também pode apresentar o povo espanhol que sofre a agonia, parecida com aquela que o animal condenado a morte enfrenta perante um toireador. A catástrofe se espalha pela toda a cena. A figura à direita, braços abertos para o ar, grita pela dor do impacto. Outra figura se agacha para fugir, os olhos arregalados acompanhando o movimento da fúria. Um cavalo que simboliza as forças republicanas permanece em agonia, prevendo a proximidade da sua morte, ao centro, o ventre rasgado por uma terrível chaga aberta. Pedaços de um corpo se espalham pelo chão, a mão empunhando o que restou de uma espada, retrata a batalha perdida, a cabeça com os olhos vazios, sem vida. À esquerda uma das figuras mais trágicas. Uma mulher segura ao colo o filho cujo corpo desce, imóvel. O grito da dor da perda junta-se ao terror da expectativa do ataque do touro que, parece, agora vai investir contra ela. Apesar de tudo, até neste sofrimento existe a esperança e nasce a vida. Acima, uma figura assiste a tudo, olhos arregalados, boca aberta, segurando uma lâmpada (símbolo da esperança), apesar da luz acesa. [1] No centro do quadro, discretamente aparece uma flor, que simboliza a vida e a esperança.

Anastasiya Strembitska


[1] Alguns críticos associam esta personagem à Estátua da Liberdade, em Nova York, uma metáfora dos Estados Unidos da América.

O AQUECIMENTO GLOBAL




O aquecimento global é um fenómeno climático de larga extensão — um aumento da temperatura média da superfície da Terra que tinha acontecido nos últimos 150 anos. Mas nem todos os cientistas têm uma opinião igual sobre este fenómeno. Assim, causas naturais ou antroponímicas (provocadas pelohomem) têm sido propostas para explicar o fenómeno. O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório afirmam que o aquecimento global dos últimos 50 anos devesse ao aumento do efeito de estufa, e este fenómeno deve-se a actividade humana (incluindo, para além do aumento de gases de estufa, outras alterações como, por exemplo, poluição e uso irracional de águas, abatimento de florestas, poluição do ambiente e exploração em excesso dos recursos naturais).
Actualmente, muitos meteorologistas e climatológicos têm afirmado publicamente que consideram provado que a acção humana realmente influencia ocorrência do fenómeno. Grande parte da comunidade científica acredita que aquecimento observado se deve ao aumento da concentração de poluentes antropogénicos na atmosfera que causa um aumento do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os gases responsáveis pelo efeito estufa (vapor de água, dióxido de carbono, CFC´s) absorvem alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam alguma da energia absorvida de volta para a superfície. A terra aquece muito mais, aumentando a temperatura. Sem esse aquecimento, a vida, como a conhecemos, não poderia existir. O problema é que os poluentes atmosféricos aumentam esse efeito de radiação e poderão ser responsáveis pelo aumento da temperatura média superficial global, o que se parece estar a verificar. O Protocolo de Kyoto obriga reduzir as emissões de gases poluentes aos países que o assinarem. Isso é uma das mais importantes tentativas de redução de poluição, embora alguns países mais poluentes não o aceitaram, que é o caso de EUA.
Os maiores aumentos de temperatura foram registados entre 1910 a 1945 e 1976 a 2000, mas os últimos dois anos também fizeram sentir o efeito de aquecimento global e mudanças de clima mundial: os Verões e Invernos quentes, períodos de secas prolongados, tempestades violentas e furacões nos EUA e México, entre mais notáveis.






MUDANÇA DE CLIMA MUNDIAL




A água nos oceanos do mundo está sempre em movimento, lentamente circulando pelo globo com a força do Great Ocean Conveyor Belt (também chamado Cinturão Mundial). O cinturão é alimentado pelas diferenças de temperatura na água e pelas diferentes quantidades de sal nelas, e uma de suas partes mais conhecidas, a Corrente do Golfo, é que dá à Europa seu clima.Além de manter o clima temperado na Europa e ter um importante papel no clima do planeta, o cinturão faz com que as águas mais profundas cheguem à superfície, trazendo nutrientes, e aumenta a absorção de dióxido de carbono pelo oceano.
De forma preocupante, estudos recentes afirmam que actualmente águas profundas do cinturão circulam mais lentamente entre a Escócia e a Groenlândia. Depois da análise dos glaciares de Gronelândia e Antárctica sabemos que as mudanças de circulação do cinturão não são normais e podem originar serias alterações climáticas, a maioria dos cientistas concordem que as alterações climáticas são não só mudanças naturais, mas também o resultado da actividade humana.
A fusão dos glaciares provoca alterações de quantidades de sal na água e como consequência alteração das correntes marítimas. O efeito vai alterar o clima de Europa e destruir a agricultura actual.
Mudanças no nível do mar
A cerca de 18.000 anos atrás, na última era glaciar, o nível de oceano era 125 cm mais baixo. Grandes quantias de água estavam na terra em forma de glaciares que cobriam uma grande parte da América do Norte, da Europa e da Ásia.
O Mar do Norte e o Mar do Báltico eram terras emersas. O estreito de Bering que agora separa a Sibéria do Alaska também estava acima do nível do mar. Acredita-se que as pessoas andaram por essa ponte de terra e povoaram as Américas pela primeira vez na história humana.
Depois de era glaciar terminar, o gelo fundia e voltava aos mares na forma de água.
O nível de mar aumentou e duvido a actividade humana pode aumentar ainda mais. A fusão dos glaciares faz sentir este efeito já actualmente, mas o nivel de oceano vária de sítio para sítio. Isso depende de correntes marítimas ventos, pressão do ar.
Assim, com subida do nível do mar as zonas emersas vão ser ocupadas pelas águas do mar. Imensas ilhas asiáticas, alguma s de quais são densamente povoadas, Os Países Baixos, grande parte da costa portuguesa e americana vão desaparecer se os glaciares da árctica fundam totalmente.
Mais de 100 milhões de pessoas vivem em terras que ficam até a um metro do nível do mar. Alguns países-ilha, como Seychelles, próximo à costa Leste da África estão, em sua maior parte, menos de um metro acima do nível do mar. A metade da terra de Bangladesh estaria sob as águas com uma subida de 1 metro do nível do mar. O equilíbrio foi quebrado pelo homem que aumentando a Efeito de Estufa fez com que fundam os glaciares da Groenlândia, da Árctica e da Antárctica.
O que acontecerá em seguida?
O destino do gelo da Antárctida e da Gronelândia terá um impacto significativo nos níveis do mar no futuro. O IPCC informou em 2001 que espera um aumento no nível do mar até 2100, devido a derretimento de geleiras de até 66 cm. Um relatório de 2002, os cientistas da Universidade de Colorado, EUA, analisou a taxa de desaparecimento de glaciares no mundo. Eles calcularam que o gelo está fundir mais rápido do que anteriormente previsto e que até 2100 o nível do mar poderia aumentar até 89 cm. Mas estudos mais recentes levantaram dúvidas sobre essas previsões. Dois estudos afirmam em 2005 mostraram que durante o período de 1992 a 2003, a queda de neve aumentou em grandes partes dos interiores da Antárctica e da Groenlândia. O gelo derrete nos bordos e torna-se espesso no interior do glaciar, isso é possível de observar nos mapas que indicam o aumento da temperatura no interior dos glaciares, porque a água infiltra-se no gelo e provoca erosão, e não volta a congelar como podíamos pensar.
Mudanças na precipitação
Nos últimos 100 anos o número das secas e furacões aumentou ligeiramente, há lugares que se tornaram um deserto e há outros que sofrem excesso da parcipitação. São notáveis as graves alterações de clima. Em 1992, os rios Danúbio e Elba arrebentaram seus bancos na Europa Central. As partes do sul do Saara não estavam tão secas desde 1990 e na parte ocidental dos EUA.
Tempestades tropicais
Tempestades tropicais se formam sobre águas quentes do oceano, próximo ao Equador. Nos anos anteriores o número de tempestades tropicais aumentou ligeiramente. A estação de furacões no Atlântico em 2005 foi especialmente violente, originando três deles — Katrina, Rita e Wilma — provocado enorme destruições nos Estados Unidos e no México.
A passagem das tempestades tropicais do Atlântico acontece, normalmente, em Junho e Julho, mas em 2005, a tempestade tropical Zeta, a tempestade final da passagem do furacão, se formou no fim de Dezembro durou até Janeiro de 2006. Muitas investigações apontam que aumento de temperatura afecta o aumento do número de tempestades. Pode ser o caso, mas a situação é mais complicada. Houve ciclos de intensidade e frequência de tempestades no passado. Dos anos trinta aos anos cinquenta, foi um período de maior actividade de tempestades. Depois, houve várias décadas quase sem furacões nenhuns, em seguida, o período de maior actividade que estamos a sofrer actualmente. Esses ciclos ocorrem devido a mudanças nas precipitações, nas correntes e na salinidade do oceano. Portanto, há duas tendências, uma cíclica e a outra de longo prazo. Mesmo se a actividade de tempestades diminuir e fluir, como no passado, oceanos mais quentes provavelmente resultam em mais tempestades e em tempestades mais intensas, mas o período de baixa actividade vai se de menos duração do que antigamente e os períodos activos vão ser mais violentes. A actividade humana mais uma vez influencia as graves mudanças climáticas que conduzes a uma catástrofe global.





O aquecimento global pode provocar resfriamento?
Em quando o aquecimento global origina climas quentes numas zonas do globo, noutras pode provocar o efeito inverso. A Europa Ocidental tem um clima quente duvido a Corrente do Golfo. Uma parte de Canada, Rússia e Noruega também são sob a influência da corrente do Golfo, que possui as águas destas zonas terem mesma densidade, temperatura e nível do sal.
Quando os glaciares fundem as suas águas doces alteram a densidade e nível do sal na Corrente do Golfo. Isso altera o sentido da corrente e provoca o arrefecimento de varias zonas terrestres, alterando o clima e provocando uma era glaciar na maior parte de Europa, Ásia e América do Norte. Como o clima é muito complicado e na maior parte a sua reacção é imprevisível por causa da poluição esta é só uma possibilidade, mas é certo que podemos sofrer no futuro uma nova era glaciar. O clima é difícil de estudar e é muito imprevisível, mais ainda quando é modificado pelo homem. Isso implica que não temos muita certeza no futuro, mas o que é certo é que já causamos várias tempestades, aumento do nível do mar, o buraco de ozono e desaparecimento de várias espécies de animais e plantas.





Anastasiya S.

sábado, 16 de agosto de 2008

Palavras de Amor e Raiva




Gosto do gesto suave da tua mão em mim
Quando estou triste embriagada de solidão
Gosto do lucilar do teu olhar procurando o meu
Como que me dando alento por demais esperança.

Gosto de me sentir tua porque me dás força
E então me quedo em silêncio por nada querer ouvir.
Gosto de sentir a tua boca roçando em murmúrio a minha
Esperando o beijo que esquiva não me dás.

Apenas o sibilar das palavras que não dizes!

Mas gosto meu amor/ ah! Se tu soubesses como eu gosto
De ti assim na palavra interdita na brandura do teu gesto!

Ricardo Manuel

Cosmos, de Carl Sagan



Cosmos
Carl Sagan

Carl Edward Sagan nasceu em Nova Iorque, no dia 9 de Novembro de 1934. Foi casado com Ann Rduyan, que ajudou-lhe nas suas investigações científicas e a quem Sagan dedicou o livro “Cosmos”. Carl Sagan era cientista, biólogo e astrónomo dos EUA. Trabalhou nos campos como astrofísica e astroquímica. Foi pioneiro na exobiologia. Ocupou o cargo de consultor e conselheiro da NASA. Obteve grande sucesso na divulgação da astronomia, através da serie de televisão “Cosmos” e, posteriormente, livro “Cosmos”. Morreu no dia 20 de Dezembro de 1996.
Na década de 80 a informação não era tão acessível como actualmente, o conhecimento era privilégio dos aqueles que dedicaram sua vida à ciência. Na época as pessoas achavam que Marte tinha paisagens quase idênticas as nossas, não tinham conhecimento de grandiosidade do nosso Universo, a astronomia era uma ciência pouco divulgada, o que criava especulações e ideias absurdas. A serie de televisão e o livro “Cosmos” de Carl Sagan foram tentativas de desmistificar alguns enigmas do Universo e divulgar os conhecimentos da astronomia entra as populações.


O leitor navega no Universo à velocidade de luz, desde ponto mais distante até ao nosso planeta Terra, esquecendo os limites tecnológicos e transformando a energia em matéria e o inverso. Neste papiro o autor descreve a impressionante dimensão dos corpos celestes, faz cronologia das suas vidas e apresenta ao leitor as diversas hipóteses de origem do Universo. Depois o plano principal de acção passa para Terra, onde sobram ainda vários mistérios, como a evolução das espécies e o funcionamento do cérebro humano que é considerado o centro de conhecimento. Carl Sagan descreve a evolução da Astrologia até a Astronomia, sendo isso a prova do progresso da humanidade. O autor coloca a hipótese da existência dos seres vivos nos exo-planetas. A nossa viagem também passa pelos planetas e planetóides (satélites) do Sistema Solar, são nós apresentados mundos totalmente distintos do nosso, mas a sua exclusividade é a sua maior vantagem.

Autor: Anastasiya Strembitska