segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bactérias e antibióticos - problemas de resistência bacteriana

Até aos meados do século XX milhões de pessoas faleciam devido às infecções bacteriológicas. Nas guerras e na vida quotidiana a ausência quase total de higiene e de cuidados médicos promoviam o desenvolvimento de bactérias patogénicas que podiam matar o Homem. O grande progresso da medicina e a melhoria de condições de vida devem-se não só ao aumento de cuidados de higiene, mas sobretudo ao aparecimento de novos fármacos com propriedades anti-bacterianas – os antibióticos.
A descoberta do primeiro antibiótico deve-se ao mero acaso. Alexander Fleming, bacteriologista inglês descobriu a penicilina quando estudava o desenvolvimento de estafilococos, bactérias mais perigosas para o ser humano. Por coincidência, em algumas preparações com culturas microbianas expostas ao ar durante três semanas começou a desenvolver-se um bolor branco que impedia o crescimento de bactérias. Este fundo produzia uma substância anti-bacteriana – penicilina (provem do nome científico do fungo Penicillium chrysogenum). Este bolor tem uma relação de amensalismo ou antibiose com as bactérias, como já foi dito, impedem o desenvolvimento das bactérias através de produção de antibióticos que destroem as paredes celulares de peptidoglicanos da bactéria.
Uma vez apurados e sintetizados in vitro, esta substância pode ser usada para curar muitas doenças, desde pneumonias até infecções de sangue. É um dos medicamentos mais importantes para o sistema de saúde de actualidade.
Não querendo desvalorizar a importância dos antibióticos e a sua enorme contribuição para a manutenção da Saúde Publica, temos de dizer que o uso descontrolado de antibióticos pode provocar o aparecimento de bactérias resistentes a estes. A resistência bacteriana é um problema da actualidade, no dia Mundial da Saúde de 2011 este foi o tema principal. A Organização Mundial da Saúde alerta para proliferação de bactérias e outros microrganismos resistentes a medicamentos (http://hipernews.net/2011/04/07/dia-mundial-da-saude-combate-a-resistencia-microbiana-e-o-tema-de-2011/ ). Um dos exemplos mais demonstrativos são as bactérias da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) que tornaram-se resistentes aos antibióticos. Estas circulam, principalmente, dentro dos hospitais.
“Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microrganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como no caso de cancro e o transplante de órgãos. Além disso, a resistência microbiana prolonga a doença das pessoas, eleva o risco de morte e torna os tratamentos mais caros. No ano passado, foram registados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.”

As bactérias são seres procariontes, sem o núcleo, com o DNA circular não associado às histonas. Estes microrganismos reproduzem-se por divisão binária e durante a replicação do DNA são frequentes os erros, alterações de sequência de nucleótidos – as mutações. Algumas destas mutações são perigosas e outras são benéficas, conferindo-as resistência a algumas substâncias. Uma única bactéria mutante resistente a antibióticos vai originar duas bactérias-filhas dentro de 20 minutos, dentro de um dia a cultura bactéria na irá ter milhões de bactérias. Em poucos dias estas bactérias podem contagiar centenas de pessoas e sendo resistentes a antibióticos irão proliferar sem reagir aos fármacos. As bactérias resistentes podem passar o gene que lhes confere protecção contra os antibióticos às bactérias vizinhas se o gene estiver num plasmídeo bacteriano. As bactérias podem transferir plasmídeos pelos pili (tubulos especiais) e adquiri-los do meio envolvente. As bactérias, com os mecanismos de mutações genicas, criam mecanismos de defesa contra as substâncias dos bolores. Um destes genes que tornam a bactéria imune aos antibióticos é NDM-1.
O gene NDM-1, encontrado nas bactérias resistentes à maioria dos antibióticos, foi detectado em amostras de água supostamente potável de Nova Deli, na Índia, revela um artigo publicada na última edição da revista "The Lancet", num suplemento sobre infecções que alude à "necessidade urgente" de uma acção global contra a proliferação mundial deste gene.
O uso descontrolado e incorrecto de antibióticos é a possível principal causa para a proliferação de “superbactérias”. Como tal, a comunidade científica encontra-se preocupada com a possibilidade de difusão de bactérias resistentes, imunes a antibióticos.
Hoje em dia chegou-se à conclusão que na tuberculose não há imunidade humoral com a produção de células-memória, sendo a vacina ineficaz contra a tuberculose pulmonar. Porém, a vacinação contra a tuberculose é extremamente eficaz para prevenir formas graves da tuberculose nas crianças, como a meningite tuberculosa.

Deste modo, em alternativa aos antibióticos como um método de tratamento de doenças devem se desenvolvidos outros métodos, sobretudo de prevenção. Entre as formas de prevenção devem ser destacadas as medidas de higiene individual e a vacinação. Os seres vivos competem entre si desenvolvendo mecanismos de defesa contra as substâncias e organismos perigosos. A evolução é o resultado de interacção de organismos e meio ambiente e a adaptação. Deste modo, os antibióticos não são a cura contra todas as doenças e em breve iremos enfrentar novas ameaças, possivelmente mais perigosas do que as do século passado.

domingo, 24 de abril de 2011

Organismos transgénicos e o futuro da engenharia genética

No tempo de crise já ninguém fala de” buraco de ozono”, nem da redução de biodiversidade, já nos esquecemos do Aquecimento Global embora as alterações climáticas perturbam a nossa vida. Os activistas de Greenpeace não fazem tantos protestos nos tempos da crise, pois a sua principal preocupação é não perder o trabalho ou procurar um novo se a desgraça já aconteceu. Não é nada surpreendente que hoje em dia o assunto tão debatido como a produção e venda de GMO (Organismos Geneticamente Modificados) já não aparece nas notícias.
No entanto, não nós podemos esquecer que é nos tempos da crise e da guerras que se ganhão maiores fortunas. Já o Rockefeller tornou-se rico após a Grande Depressão de 1929, depois de ter comprado as acções de grandes companhias norte-americanas. Hoje em dia, no tempo de crise económica, que começou nos EUA, a pobreza aumenta e cada vez são mais procurados os chamados bancos alimentares. Isso significa que as companhias que produzem e vendem alimentos irão render mais. Pois, os cidadãos desempregados da América do Norte e da Europa, as populações em fome de alguns países africanos e os países com grande crescimento demográfico, como China e Índia precisarão cada vez mais de alimentos.
A situação tende para uma crise alimentar. Não só porque existe um grande crescimento demográfico, sendo previsto que nos próximos 20 anos a população mundial ultrapassará 8 mil milhões de habitantes, mas também porque os recursos terrestres são cada vez mais reduzidos e o clima mais imprevisível. De facto, as alterações climáticas trazem consequências desastrosas para agricultura. Os verões quentes com incêndios e os invernos rigorosos reduzem a produção de maior parte de agriculturas, principalmente de batata e trigo. Ora, estas duas plantas são essenciais para alimentação humana e para criação de gado. Por outro lado, se o clima do planeta se alterar serão inundadas grandes áreas habitadas e muitas planícies envolvidas na produção agrícola. No caso de início de uma nova Era Glaciar o prognóstico é também negativo, muitas terras da Eurásia e América do Norte onde é cultivado trigo passarão a ter um clima mais rigoroso o que dificultará a produção de alimentos.
Neste ambiente de aumento populacional e redução da área de terras propícias para a agricultura é necessário inventar novas formas de produzir alimentos. Assim, a única companhia que produz organismos transgénicos, mais resistentes as pragas, tolerantes aos pesticidas, irá render milhões ou mesmo milhares de milhões de dólares. De facto, Monsanto tem um monopólio no mercado de produtos transgénicos. É a única empresa que tem licença de produzir e vender organismos geneticamente modificados, como soja (Soja Roundup Ready®), milho (Milho Yieldgard®), tomate, algodão (Algodão Bollgard®) e morango.
Na Europa é proibido, na maior parte dos países cultivar e vender produtos geneticamente modificados. No entanto, na América do Norte os cidadãos já há 30 anos consomem organismos geneticamente modificados.
Infelizmente existem apenas estudos de curta duração sobre produtos transgénicos que foram introduzidos no mercado nos anos 80. Não existe nenhum estudo de longa duração e que torna imprevisível o efeito do consumo de organismos geneticamente modificados. Os produtores e exportadores de GMO afirmam que é seguro consumir os seus produtos, enquanto os opositores apelam aos possíveis perigos. A ausência de provas não é uma prova de perigo ou de ausência de riscos. No entanto, é sempre melhor prevenir até termos dados sobre os riscos de GMO.
Os opositores afirmam que GMO podem infectar o ambiente, criando novas espécies de pragas resistentes a pesticidas, como roundup (outro produto exclusivo de Monsanto). Para além de contaminação do ambiente pensa-se que os organismos com DNA estranho podem transmitir os seus genes as pessoas que os consomem. O nosso organismo está adaptado ao ambiente em que nós evoluímos durante milhões de anos e a introdução de organismos com DNA estranho, agentes desconhecidos para o nosso sistema imunitário, pode ser muito perigosa. É como se comêssemos organismos extra-terrestres. Há dados de experiências com ratos que apontam para que GMO alteram o sistema digestivo e provocam maior mortalidade de fetos, aqueles que sobrevivem apresentam menor actividade e têm tendências para obesidade. Assim, o consumo de organismos transgénicos pode também danificar órgãos internos e ter repercussões negativas para a descendência de consumidores de GMO. Outro factor muito importante e perigoso são as alergias provocadas pelos GMOs, é o caso de produtos transgénicos que foram criados com introdução de genes originários do Bacillus Thuringiensis (Bt). Bt é uma bactéria que produz proteínas que são tóxicas para seres humanos provocando reacções alérgicas.
  • “- foi pulverizada por via aérea nos EUA para combater a lagarta do sobreiro e 500 pessoas sofreram reacções alérgicas ou gripais, alguns desenvolveram anticorpos contra o Bt;
  • - num estudo laboratorial com ratos verificou-se que a exposição por injecção à toxina Bt desencadeou uma reacção imunitária sistémica e local “tão potente como a toxina da cólera”.
  • - num outro estudo, a exposição nasal e rectal induziu resposta imunitária.
  • - existem receptores para Bt à superfície do intestino de primatas – foram testados tecidos de macacos Rhesus.”
Esta toxina é produzida nas plantas geneticamente modificadas e pode existir em grandes quantidades em algumas culturas o que é um risco par a saúde humana. Aqui estão os resultados de um estudo feito pela companhia de Monsanto e analisado por cientistas independentes.
i odemonstrado que existem outros efeitos negativos possíveis de GMO:
 Aumento até 40% dos triglícerideos do sangue em ratos fêmea que participaram na experiência; redução de até 30% do fósforo e sódio na urina de ratos macho.
 lesões significativas nos rins e fígado nos ratos que participaram na experiência;
 alterações de peso, os machos cresceram menos que os animais de controlo e as fêmeas cresceram mais;
 aumento significativo de células sanguíneas relacionadas com o sistema imunitário: basófilos e linfócitos.
Porém, cada vez mais países optam por cultivar as plantas transgénicas. Alguns já pensam no próximo passo – criação de espécies de gado geneticamente modificado. Já existem os primeiros animais que foram modificados, alguns apenas por motivos estéticos, como o peixe-zebra (GloFish®). É de esperar que nas próximas décadas nas mesas dos norte-americanos e, quem sabe, europeus irão aparecer produtos de origem animal que foram modificados.
“Deus está morto” (Nietzsche, A Gaia da Ciência). Assim, o homem quer tomar o controlo da Natureza achando que essa é imperfeita. Queremos alterar, extinguir tudo que nos parece débil. O próximo passo é alterar a nossa própria imperfeição. A engenharia genética permite escolher embriões mais viáveis, mais fortes, mais saudáveis. Será que no futuro vamos escolher também os caracteres dos nossos futuros filhos, como a cor dos olhos, altura, capacidades intelectuais? O problema é o seguinte: a nossa visão de perfeição é subjectiva e por isso absurda. Um portador de talassemia é geneticamente imperfeito mas no caso de uma epidemia de malária ele tem maior probabilidade de sobreviver do que um indivíduo sem gene de hemofilia. A beleza não é a presença de olhos claros, pele branca ou cabelos loiros. Já houve uma tentativa de criar uma “raça perfeita”, esta tentativa conhecida como Holocausto. Escolher um filho em vez de uma filha, um embrião com olhos azuis em vez do outro que irá ter olhos castanhos é descriminação, tal como oprimir os indivíduos de origem africana ou não deixar a uma mulher entrar no mercado de trabalho. Matar um embrião saudável por razões não médicas é eticamente inaceitável.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Sonho

Um terço da vida nós passamos no sono. O Homem é um dos poucos animais que dorme durante um grande período da sua vida. Sabe-se que ser humano não pode passar mais de 10-11dias sem dormir. Já se uma pessoa passar uma semana sem dormir pelo menos 7 horas por dia pode entrar na fase de micro-sono durante a vigília, o micro-sono é um estado de sono que dura entre alguns micro segundos a 8segundos, quando a pessoa está a dormir sem se aperceber. Os cientistas também verificaram que é essencial dormir pelo menos 3 horas sem interrupção porque o sono não é só um período de descanso para o organismo, mas também um fase de” reiniciação” do cérebro. Depois da primeira fase do sonho, passando 1,5 horas, a pessoa entra em fase rápida do sonho que dura cerca de 10 minutos, a actividade do seu cérebro aumenta, fisicamente a pessoa está imóvel, o corpo encontra-se paralisado, para além de processo biológicos vitais, como a respiração são notórios os movimentos dos olhos – a pessoa começa a sonhar (ver o Estádio 4). Cada noite nós vemos pelo menos 5 sonhos, mas nem sempre nos lembramos deles. A fase rápida do sonho parece ser indispensável, uma equipa de investigadores verificou que uma pessoa que não entra no fase de sonho rápido, sendo constantemente acordada quando o cérebro começa a sonhar, passando uma semana começa a ver uma espécie de ilusões, a interferência de sonhos na parte consciente da mente durante a vigília que desaparecem se o ritmo normal do sonho for restabelecido.
De facto, o nosso cérebro não dorme, está sempre a trabalhar, mas durante o sonho o córtex cerebral, responsável pela actividade intelectual durante o dia, tem uma actividade mínima, a zona que predomina é a parte mais antiga do cérebro. O sonho é uma das maiores enigmas do nosso tempo.
Nenhum cientista consegue responder a questão “Para que nós sonhamos?”…
Sonho – é a reflexão de acontecimentos que aconteceram durante o dia. Outra hipótese afirma que é a expressão do subconsciente que nos pode avisar – sonhos de advertência. Pode ser expressão da informação do subconsciente e é analisado conforme uma lógica diferente da nossa, conseguimos aceder a informação do subconsciente que não pode ser analisada pelo consciente – sonhos artísticos. Isto pode ser relacionado com o facto de que os sonhos resultam da actividade das zonas mais profundas do nosso cérebro e não do córtex cerebral. Podem também acontecer sonhos fisiológicos – expressão no sonho do incómodo que sentimos durante o sono.
Os psicanalíticos, desde Sigmund Freud, acham que os sonhos podem ser expressão do subconsciente, de desejos ocultos, normalmente aparecem codificados, na forma de enigma.
Podem acontecer sonhos prognósticos – previsão do futuro. Porém, pensa-se que só um em mil sonhos é uma “visão do futuro”. Os cientistas acham que são apenas prognósticos do nosso cérebro baseados em análise de factos que nós já conhecemos.
Os árabes da antiguidade e da idade Média acreditavam que no sonho a pessoa não pode fazer duas coisas – ver a fase contrária da palma da mão e dizer o seu nome. No entanto, há quem quer ultrapassar as limitações do nosso subconsiente. Muitas pessoas desejam descobrir o segredo dos sonhos “progmaveis” – controlo dos sonhos pela própria pessoa – previsão do futuro, resolução de problemas, imaginar as situações que são agradáveis, etc. .
Representação da actividade cerebral durante vários estádios de sono. O estádio REM é o estádio do "sono rápido".

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Diminuição de taxa de natalidade, fertilização artificial e Organização Mundial de Saúde

Perante a globalização e desenvolvimento de medicina, refiro-me nomeadamente às campanhas de vacinação (cada vez mais frequente), parece muito estranho o aumento do número de epidemias e taxas de infertilidade nos países desenvolvidos e em desenvolvimento.



A infertilidade afecta cerca de 10-15% dos portugueses, sendo a taxa de infertilidade maior em alguns países europeus. Nos últimos anos foi inventado uma vacina contra o vírus do papiloma humano (contra cerca de 6 dos mais de 300 das suas variedades), mais conhecida como vacina contra o cancro do colo do útero. Pois, os cientistas consideram que o vírus de papiloma humano aumente a probabilidade de desenvolvimento de cancro. Embora, a mesma autoridade científica que tinha estudado o efeito de vírus de papiloma mais tarde considerou que não existe uma ligação entre o vírus e cancro do colo do útero (ver http://www.naturalnews.com/Report_HPV_Vaccine_1.html que contém o relatório de Mike Adams). O mesmo relatório informa que a probabilidade de activação do vírus nas mulheres que são portadoras do papiloma num estado latente aumenta cerca de 44% após a vacinação. O vírus de papiloma humano tem cerca de 300 variedades e afecta as superfícies cutânea e órgãos genitais, ao mesmo tempo o seu tratamento não é complicado e o efeito é apenas temporário, após a doença o vírus permanece no corpo, mas a pessoa fica imune para o resto da sua vida sem repercussões na sua saúde. Sendo 25-50% das mulheres portadoras do vírus na sua forma latente, havendo uma grande variedade de vírus deste tipo, sendo esse não prejudicial a saúde humana  (como já foi dito a ligação entre o vírus e o aparecimento do cancro não foi provada) e considerando que a vacina protege apenas contra 6 das variedades deste vírus a vacinação em massa não parece ser logicamente necessária. Pelo menos não é justificável do ponto de vista medicinal, uma vez que as companhias farmacêuticas obtêm enormes lucros da venda das vacinas.
Também parece suspeitoso o facto de que a vacinação ocorre na faixa etária de mulheres entre 13 e 45 anos, ou seja, no período fértil da mulher. Já se sabe que após a vacinação contra o vírus do papiloma morreram duas mulheres grávidas na Europa, embora a OMS  (Organização Mundial de Saúde) não encontrou "a ligação directa entre a vacina e a morte". O caso torna-se ainda mais estranha quando consideramos que a OMS, que financia a vacinação, por sua vez é financiada por Fundação de Rockfeller. Lembro que o proprietário dessa fundação que tem o seu nome é o adepto da ideia de Bilião de Ouro (Golden Billion, ver http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_billion), que apoia a redução da população mundial até um bilião de pessoas, pois esse é o número limite de população que o nosso planeta poderá suportar.
Podem não partilhar a minha opinião, mas perece que o objectivo principal de campanhas de vacinação é a redução de fertilidade da população, para que, em última análise, o número de habitantes do planeta diminui.
A infertilidade é cada vez mais comum, mas as pessoas continuam a acreditar em campanhas de vacinação como se estas se fossem uma panaceia. Pois só se conhece um caso de contestação de administração desta vacina - um líder espiritual de uma nação africana aconselhou os seus compatriotas a não vacinar-se, devido ao risco de infertilidade...
Nesta situação, as notícias do mundo científico são bastante alegres. Pois, não há motivo para qualquer pânico, no futuro a forma tradicional de conceber bebés irá cair em desuso devido a enorme taxa de infertilidade na nossa população. Já se sabe que o futuro da reprodução é a reprodução in vitro.
"Segundo um novo relatório publicado na revista Reproductive Biomedicina Online, os avanços na tecnologia de Fertilização ‘in vitro’ (FIV) significa que será possível produzir embriões com uma taxa de êxito de praticamente cem por cento e cultivá-los em instalações controlados por computador. O avanço irá aliviar a pressão sobre os casais que adiado a decisão de ter filhos até os seus trinta e quarenta, para seguir uma carreira.

A técnica poderá tornar-se rotineira, ou seja, em vez de recorrer ao sexo para se reproduzirem, as pessoas poderão ter a possibilidade de conceber através da fertilização, no caso de adultos jovens, que têm apenas uma em quatro hipóteses por mês para fazê-lo naturalmente.

Entre aqueles que têm mais de 35 anos, a possibilidade de conceberem cai até dez por cento. As técnicas modernas significam para casais saudáveis uma excelente oportunidade. Segundo os autores do relatório, isto é apenas o começo. Os investigadores apontam que os avanços na reprodução artificial de animais, têm uma taxa de sucesso de quase cem por cento, na produção de embriões de gado e alegam que a tecnologia poderia ser facilmente adaptada para seres humanos." (notícia completa na página de CiênciaHoje http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42796&op=all).
E no caso de espécie humana não possui mais gâmetas (células sexuais) viáveis sempre podemos recorres a vida sintética (Cientistas criam primeira célula viva com genoma sintético ).
Assim, podemos concluir que em breve a nossa existência não será mais do que indesejável para a ecologia e o equilíbrio do planeta Terra. Do ponto de vista dos governadores deste mundo (não confundir com o Governo do país ou qualquer autoridade legal conhecida pelo grande pública) não irão precisar da nossa existência para o seu bem-estar, iremos, do ponto de vista deles, cair em desuso tal como uma disquete cai em desuso quando aparece um CD ou um disco rígido externo. Em termos biológicos vamos ser extintos tal como já desapareceram os dinossauros e milhões de outras espécies de seres vivos.

Anastasiya

terça-feira, 8 de junho de 2010

Biotério: vida humana ou vida animal?


Quando falamos da ética dizemos que todos os seres vivos têm direito à vida, mas a questão que se coloca é: “O que é mais valioso: uma vida humana ou uma vida animal?”.
Desde tempos primordiais os animais ajudam ao Homem compreender o funcionamento da Natureza. Com o desenvolvimento da ciência houve necessidade de analisar as novas invenções químicas, bioquímicas, genéticas, farmacológicas e médicas. Para testes e análises destes novas invenções e estudo das consequências para organismos vivos foram usados os animais, de modo a evitar vítimas humanas desnecessárias.
No entanto, há pessoas que não querem entender a importância de testes em animais. Os activistas ficam tão aterrorizados com a morte de ratos de laboratório que exigem proibir o uso de animais. Pois, para esses preudo-altruístas o mais importante é “abolir práticas cruéis”. Eles esquecem que isso vai por em causa vidas humanas e saúde humana.
Hoje em dia não existe nenhuma alternativa segura e fiável de testar medicamentos e produtos químicos de modo a evitar perigo desnecessário para seres humanos. Obviamente, antes de testar um produto potencialmente perigoso para o Homem os cientistas devem executar testes em animais irracionais. Enquanto não há uma alternativa totalmente fiável, os testes em animais de laboratório são mais seguros. As hipóteses que os activistas da Plataforma de Objecção ao Biotério propõem são basicamente duas: o método in vitro e in silico. O método in vitro consiste em criar tecidos em laboratório e estudar o efeito de produtos químicos nestes tecidos. O principal problema deste método é que não se consegue estudar nem prever o efeito destes produtos num organismo complexo em termos de fisiologia e efeito neuro-hormonal. O método in silico uso de modelos informáticos para previsão e estudo de químicos. Este método pode ser usado para treino de pilotos em simuladores. Mas será que este método substitui a experiência para um piloto aviador ou um cirurgião? Se essa técnica for usada será que os médicos aprenderão a controlar o estado de um organismo complexo? Claro que as maquinas e os robôs são muito elaborados, mas um ser vivo é ainda mais complexo e, por isso, imprevisível. Temos de pensar na preparação que um médico irá ter se as únicas operações que ele efectuou foram feitas nos modelos artificiais. Mesma coisa para os pilotos que são responsáveis pelas vidas humanas, tal como os militares, que apesar de treinarem em modelos informáticos necessitam de treino nas condição mais aproximadas às reais.
Nós não podemos ser demasiado idealistas e por em perigo a vida humana. Os métodos alternativos, que usam modelos informáticos ou tecidos artificiais, são demasiado imperfeitos e pouco seguros. Os testes em animais não é a única técnica que os cientistas usam, simplesmente é um dos métodos usados em conjunto para garantir a máxima segurança de produtos e novas tecnologias. Qualquer novo produto químico ou uma nova técnica genética devem ser analisados teoricamente, depois em animais e/ou plantas e só depois é que os cientistas podem recorrer aos testes em voluntários humanos. O objectivo principal é minimizar o risco para saúde humana. Se existe alguma alternativa de reduzir esse risco temos de a usar. Nenhuma mãe irá dar um produto ao seu filho se esse produto é potencialmente perigoso. E qualquer produto poderá ser mortal e é preferível sacrificar um animal para testar isso do que um ser humano – um ser racional com consciência (“res cogitans”) .
Os argumentos éticos que os apoiantes da POB usam são irrelevantes e falaciosos (ignoratio illenchi). Usam as teorias de Kant e de Mill, mas simplesmente expõem as leis morais numa formulação geral, se explicar a relação com a questão de biotério. Cometem a falácia da conclusão irrelevante. Os argumentos científicos são débeis e tendenciosos. Grande parte de invenções farmacológicas e genéticas foram descobertas graças aos animais ou testadas nestes.
Uma ciência a sério nunca põe em perigo a vida humana. Segundo a ética deontológica de Kant nunca podemos por em perigo a vida humana ou tirar a vida a um ser humano. Vida humana é mais valiosa do que uma vida animal, qualquer um de nós poderá sentir isso se pensar nas pessoas próximas ou na sua família.

domingo, 4 de abril de 2010

Os Homens Que Odeiam As Mulheres


Ficha Técnica:
Nome: Os Homens Que Odeiam As Mulheres ("Män som hatar kvinnor")
Ano: 2009
Banda Sonora: Jacob Groth
Realizador: Niels Arden Opley
Produzido: Soren Staermose
Actores: Noomi Rapace; Michael Nyqvist
Duração: 152 minutos
Autor do original: Stieg Larsson
País: Suécia

Autor:
O livro “Os homens que odeiam as Mulheres” foi escrito por Stieg Larsson, sendo o primeiro livro da sua trilogia “Millennium”.
Stieg Larsson nasceu no dia 15 de Agosto de 1954, foi escritor e jornalista sueco, responsável pela revista Expo. Lutou contra os movimentos neo-nazis que emergiam na sociedade sueca. Escreveu três livros que constituíram a Trilogia Millennium. A sua vida acabou tragicamente no dia 9 de Novembro de 2004 devido a um ataque cardíaco.
As suas obras tiveram um sucesso mundial só após a sua morte. A série de livros Millennium não se pode considerar terminada, pois o autor planeava escrever mais seis livros, infelizmente não o conseguiu realizar.
Trilogia Millennium:
 Os Homens Que Odeiam As Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo)
 The Girl Who Played with Fire
 The Girl Who Kicked the Hornets' Nest

O sonho da Razão cria Monstros

O filme Os Homens Que Odeiam As Mulheres relata fidedignamente a história do livro de Stieg Larsson, resumindo algumas partes mas mantendo o cerne da acção. Tanto o leitor como o espectador cinematográfico vivem uma atmosfera misteriosa e original, incomparável com blockbusters americanos ou comédias francesas. Até para um crítico de cinema experimentado este filme sueco é uma experiência nova. Na Europa do Norte o livro teve um grande sucesso, é o livro mais vendido desde sempre na Noruega e Dinamarca. O primeiro livro da trilogia foi traduzido para treze línguas. O filme herdou a tradição de sucesso da obra escrita, este sindroma nórdico surpreende pela positiva.
Ao contrário da maioria dos filmes europeus e, sobretudo, o chamado arthouse o filme não carece de cor e joga com o crepúsculo de uma maneira fantástica. Este jogo de cor e luz cativa o olho. A banda sonora não é algo que se destaca, mas sim um acompanhamento harmónico do filme.
Alguns críticos e espectadores consideram que o filme expõe as cenas violentas de forma demasiado realista, embora os outros tinham considerado que este aspecto torna o filme ainda mais interessante do ponto de vista da crítica social.
A história começa com um estranho quadro que Henrik Vanger, um milionário e fundador da poderosa empresa CEO, recebe pelo correio. Vanger invoca um jornalista especializado na investigação, Mikael Blomkvist, para investigar o desaparecimento da Harriet Vanger – sua subrinha. Ele suspeita que a rapariga foi assassinada por um membro da numerosa família Vanger há 40 anos.
O quadro que Henrik recebeu é um herbário, o que poderá simbolizar a esperança frágil e maligna que este homem tem em encontrar o sua sobrinha ou, pelo menos, desvendar o mistério da sua morte e vingar-se. Esta esperança é maléfica, pois destrói Vanger psicologicamente.
Lisbeth Salander é uma hacker que investigou sobre a entidade de Mikael Blomkvist e interessa-se pelo caso que ele investiga. Junta-se a investigação do Blomkvist. Lisbeth é uma rapariga muito especial, para além de ser hacker é extremamente inteligente, corajosa e tem memória fotográfica. No entanto, ela tem tendências anti-sociais agressivas, um estilo de dark-punk ou gothic-punk, é bissexual e a sua coragem flutua entre o sentimento hipertrofiado de justiça e loucura completa. O seu passado é obscuro e o futuro é indeterminado. Ela é um tipo de personalidade completamente independente do resto do mundo e dos estereótipos sociais, rebelde e incontrolável, que gosta de enfrentar a opinião social.
O seu estilo releva o seu estado psicológico, o preto simboliza depressão e uma tentativa de defesa do mundo exterior, tal como solidão e independência. Nas costas Lisbeth Salander tem uma tatuagem em forma de dragão. O dragão em mitologia e tradição europeia, tal como nas outras culturas, o dragão simboliza sabedoria e, em simultâneo, as forças do mal. Assim, toda a personagem de Lisbeth não é só enigmática mas também simbólica, quase ocultista.
Ao longo da sua investigação os enigmas emergem à superfície formando um quadro cheio de sangue, ódio e violência. Para além de uma série de assassínios rituais de mulheres é revelado o lado negro da sociedade e os fantasmas terríveis do nazismo.
No filme não há nem idealistas nem anjos, mas si é revelado o lado obscuro da sociedade, que esconde mistérios terríveis sobre a imagem de bem-estar ou de american dream…
Pessoalmente, acho que neste filme nota-se uma nítida crítica social e uma tentativa de prevenir a sociedade de neo-nazismo que, infelizmente, emerge cada vez mais nas sociedades democráticas ocidentais que com o passar do tempo esquecem-se da vergonhosa e desumana experiencia de Holocausto.
Outro aspecto é a evidenciação de casos de violência extrema que as mulheres por vezes sofrem. Pois há pessoas que as consideram como inferiores ou mesmo animais e objectos, nomeadamente objectos sexuais. Estes indivíduos que julgam-se superiores e todo-poderosos esquecem-se que são as mulheres que os deram vida, e que para além de serem capazes de fazer maior milagre, são seres humanos, dotadas de inteligência, razão, espírito e alma. São cientistas, criadoras, protectoras… Originais, espirituais, sabias… As pessoas que tendem rebaixar os outros revelam apenas uma insegurança e debilidade psicológica que pretendem compensar afirmando a sua força física ou até crueldade.
Infelizmente, nestas sociedades que se julgam tão racionais, democráticas e civilizada as mulheres sofrem violência e descriminação. Para ver a dimensão e profundidade do problema basta ver as estatísticas: uma em três mulheres sofre ou sofreu violência doméstica. Na Espanha uma em dez mulheres é vítima de violência doméstica. E o que a sociedade faz para mudar a situação? Nada. Muitos vivem a sua vida e saboreiam o seu copinho de vinho como nada se passasse. Mas para esses e outros, que não só são indiferentes, mas mesmo violentes, devo relembrar que são mulheres que dão a vida e se as suas crias não as respeitam não merecem essa dádiva…
Desta forma, o filme Os Homens Que Odeiam As Mulheres poderá não ser uma experiência agradável para aqueles que não querem ver a realidade ou para aqueles que são cruéis, mas será sempre uma experiência educativa. Pois irá comover algumas pessoas através de uma crítica social.

Recursos:
http://www.millennium-ofilme.com/inicio.html

terça-feira, 30 de março de 2010

Um caos organizado




No Universo nada é ao acaso
A queda de corpos, mudança de estado
Tudo está programado.
Mas existe uma lei austera:
Sempre há energia dissipada!
Os átomos soltam-se, protestam moléculas,
O caos aumenta num sistema isolado.
Entropia - um caos desordenado.
Se não houvesse este postulado
Num copo com água morna e gelo
A água ferver podia.
Todo mundo entra em euforia.
Cientistas conspícuos muito ensaiaram
Mas nada mudar conseguiram
As partículas e energias continuam
Numa rebaldaria.
Boltzmann, Planck, Kelvin e Clausius concluíram:
Num sistema isolado, parte de energia útil dissiparia.
Kelvin o maior pessimista de todos seria,
Pois a Morte térmica do nosso Universo previa,
Nesse estado disponível não teríamos energia.
Triste demónio de Maxwell também não resistiria.
Apenas Carnot não parava de imaginar
Um reino de genuína harmonia.
Questionei-me:
Será possível a tal alegria?...

Akira